Diferença nas avaliações pode dificultar aquisição do financiamento

Preço avaliação de imóveis

Quem não tem recursos para comprar um imóvel à vista geralmente recorre aos financiamentos para realizar o sonho da casa própria. O que muitas pessoas não sabem, no entanto, é que para a obtenção do crédito o que vale não é o preço que o vendedor pede pelo imóvel, mas sim a avaliação que o banco faz dele.

Um apartamento, por exemplo, pode ser ofertado por R$ 300 mil pelo vendedor. Se na avaliação do banco o preço final ficar em R$ 250 mil, este será o valor que a instituição irá considerar para a aprovação do crédito. Ou seja, além do valor da entrada – calculado pela diferença entre o preço do imóvel e o porcentual do teto estipulado pelo banco para o financiamento, de acordo com a modalidade de crédito e as regras de cada instituição – o comprador terá que desembolsar mais R$ 50 mil, nesta conta, para cobrir a diferença entre as avaliações e contratar o crédito.

Isto não faz, necessariamente, com que uma avaliação superior do banco em relação ao preço de venda do imóvel seja mais interessante para garantir o crédito. Quem vai financiar o bem pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) que usa recursos do FGTS, por exemplo, pode comprar imóveis de até R$ 650 mil. Se o engenheiro do banco avaliar o imóvel por R$ 680 mil, isso inviabiliza a compra.

Assim, o ideal é que o preço de venda e o da avaliação realizada pelo banco fique o mais próximo possível, permitindo ao comprador dispor de menos recursos e garantir a contratação do financiamento caso seja aprovado.